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Último suspeito preso na operação Gabarito chega a João Pessoa



Fonte: G1 PB | Data: 19/05/2017


O último suspeito integrar um esquema de fraudes em concursos públicos, que estava foragido e foi preso em Maceió na quarta-feira (17), chegou em João Pessoa na noite desta quinta-feira (18). Erideywyd Henrique Omena Ferreira da Silva chegou à Central de Polícia, no Geisel, por volta das 19h, acompanhado de policiais civis de Alagoas.

Com a prisão dele, sobe para 27 o número de presos na Operação Gabarito, da Polícia Civil da Paraíba, que investiga um grupo suspeito de fraudar pelo menos 70 concursos públicos e vestibulares e lucrar pelo menos R$ 18 milhões com a aprovação de mais de 500 pessoas.

Erideywyd foi preso na casa de um irmão, em Maceió, escondido dentro de um guarda-roupa, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado Lucas Sá, responsável pelas investigações, ele já respondia por tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de arma.

“O suspeito estava nessa residência desde a primeira fase da operação. Ele foi localizado pelo setor de inteligência da Polícia Civil alagoana, e não resistiu à voz de prisão. Estávamos em diligência para prendê-lo desde que a prisão foi decretada, no último dia 12 de maio”, explica o delegado.

Segundo a polícia, Erideywyd era um dos responsáveis pela logística da quadrilha, junto a um outro suspeito identificado como José Marcelino. Eles contratavam interessados e executavam a instalação e explicavam o funcionamento dos pontos eletrônicos utilizados durante as provas.

Além disso, ele também tinha a função de repassar as respostas aos candidatos envolvidos no esquema. Ele chegou a se inscrever como candidato em alguns dos concursos e, em setembro de 2014, foi preso em flagrante por fraudes em um concurso para o cargo de auditor fiscal.

A polícia informou também que Erideywyd havia sido aprovado em oito concursos, todos fraudados pela quadrilha. Um deles foi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

Entenda o caso

As fraudes começaram em 2005, e mais de 500 pessoas já foram beneficiadas com o esquema em pelo menos 70 concursos na Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe e Piauí

Os suspeitos cobravam, em média, o valor correspondente a 10 vezes o salário inicial do cargo pleiteado. A venda do ‘kit completo de aprovação’ custava até R$ 150 mil. Em 12 anos, o valor acumulado pelo grupo com o esquema já passa de R$ 21 milhões, segundo Lucas Sá.

Ao todo, 27 pessoas já foram presas na operação, que investiga a participação de pelo menos 70 pessoas no grupo. A primeira etapa aconteceu no dia da realização das provas do concurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte, quando 19 pessoas foram presas em flagrante tentando fraudar o concurso com pontos eletrônicos. Outros seis suspeitos foram presos na sexta-feira (12), durante a segunda etapa da operação.






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