O Instituto de Polícia Científica (IPC) concluiu que o veículo BMW que atropelou e matou o garçom Marcelo da Silva Araújo, no mês de outubro de 2016, na BR-230, em Cabedelo, estava com equipamentos modificados que aumentam potência do motor. O resultado dos exames periciais do atropelamento foram divulgados nessa quarta-feira (12) e o excesso de velocidade como a causa do acidente.
Segundo o IPC, o veículo dirigido pelo empresário Antônio Gerbase Neto, 34 anos, estava com equipamentos modificados que aumentam potência do motor e que, no momento do acidente, o BMW trafegava a aproximadamente 142 km/h, mas a velocidade máxima permitira na via era de 80 kmh.
O veículo, de acordo com a perícia, estava equipado com um módulo comumente chamado chip de potência ou piggyback, filtro de ar esportivo e downpipe com dimensões maiores, cuja função era aumentar a potência original de 184 CV para cerca de 240 a 250 CV. Tais modificações são usadas em competições automobilísticas.
Com isso, os peritos criminais Soraya Lúcio e Robson Felix concluíram que a causa determinante do atropelamento e morte de Marcelo da Silva Araújo foi o excesso de velocidade. O laudo já está com a Justiça na Vara de Cabedelo.