A redução da vazão da água da transposição do rio São Francisco adia mais uma vez o fim do racionamento de água para Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano. A previsão era de que o racionamento terminaria em 1º de agosto deste ano. A informação é do presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes.
Segundo ele, a vazão da transposição prevista inicialmente era de 9 m³ de água por segundo para Monteiro, mas a maior vazão já atingida, desde que a obra foi inaugurada, foi de 7,8m³ por segundo. Nos últimos meses a vazão foi reduzindo e chegou a menos de 3,2 m³ por segundo.
Quando a vazão estava em 7,8m³ por segundo, o açude de Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, estava recebendo 3,2m³ por segundo. Agora deve chegar cerca de 2m³ por segundo, em Boqueirão, que tem mantido uma saída de 0,8m³ de água.
De acordo com o Ministério da Integração Nacional, a redução se deve à realização de reparos e ajustes na obra de transposição do Rio São Francisco. Segundo o órgão, o eixo leste da obra está em fase de pré-operação e tem passado por reparos e ajustes nos canais e estações elevatórias.
O ministério ainda disse que também é por este motivo que a população ainda não está pagando pela água que chega através da transposição.
O fim do racionamento, segundo prevê a Aesa, deve se dar quando o manancial atingir 8,2% da capacidade total, mas não há previsão de quando isso vai acontecer.