A tese de latrocínio não está sendo trabalhada pela polícia no caso do padre assassinado em Borborema, nesta quinta-feira (24), de acordo com o delegado de Solânea, Diógenes Fernandes. As investigações apontam até agora que o autor do crime era próximo do padre e não tinha intenção de roubar os seus objetos.
Foram ouvidas já algumas pessoas próximas ao padre Pedro Lemos para realizar a instrução do inquérito. O delegado ainda aguarda o resultado das perícias realizadas no veículo do padre e no local do crime.
“Já ouvimos várias pessoas ontem à noite, e os depoimentos justamente convergem para uma linha realmente de um crime de homicídio interpessoal, de uma relação de amizade. Uma pessoa que ele recebeu, e houve esse desentendimento”, explicou o delegado.
Ainda segundo o delegado Diógenes Fernandes, a polícia está tentando descobrir a motivação para o crime. “Não trabalhamos com a hipótese de latrocínio, porque até o momento não foi encontrado nada que tenha sido levado. Tinha dinheiro, bens, tudo estava intacto, inclusive com a conferência da contabilidade da Paróquia, relógio de valor no pulso da vítima. Apenas o carro que já foi achado, e deve ter sido usado apenas pra fuga”, afirmou.
O sepultamento do padre Pedro deve acontecer ainda nesta sexta-feira (25) na cidade de Guarabira. O corpo do padre foi encontrado esfaqueado e enrolado em lençóis na manhã desta quinta-feira (24) na casa paroquial da Igreja de Borborema.