Cidades brasileiras registraram nesta quinta-feira (30) protestos em defesa da educação. Até por volta de 10h40, ao menos 18 cidades de 8 estados haviam tido manifestações.
Este é o segundo dia de protestos pelo país contra os cortes anunciados pelo governo federal para o setor. O primeiro ocorreu em 15 de maio, quando ao menos 222 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal tiveram atos em favor da educação. Naquela ocasião, instituições tiveram paralisações e ficaram sem aulas, o que não foi confirmado nas mobilizações desta quinta.
No último domingo, houve uma nova onda de protestos, dessa vez em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Os atos pró-governo federal e em favor de medidas como a reforma da Previdência e a ministerial se espalharam por ao menos 156 cidades de todas as unidades da federação.
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RIBEIRÃO PRETO, 8h28: Manifestantes se reúnem na portaria principal do campus da USP nesta quinta-feira (30) — Foto: Ricardo Feller/EPTV
No interior de São Paulo, o protesto em Ribeirão Preto ocorreu em frente ao campus da USP e durou duas horas. Manifestantes distribuíram panfletos e exibiram cartazes e faixas com frases como “Sem investimento não haverá conhecimento” e “A educação resiste”. Houve bloqueio de uma via na entrada da instituição, o que deixou o trânsito lento perto da universidade.
Em Santos, petroleiros fizeram ato em apoio aos estudantes e em defesa das refinarias, contra a privatização e a Reforma da Previdência
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Salvador, às 9h20: Manifestantes se concentram para protesto no Centro da cidade — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia
Na Bahia, professores e estudantes fizeram ato nesta manhã ato no Centro de Salvador. A concentração começou por volta das 9h, no Largo do Campo Grande. Também houve protesto em Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros da capital baiana.
Em Caruaru, no Agreste pernambucano, o ato pela educação também incluiu a pauta contra a reforma da Previdência. Professores, alunos e representantes de partidos e associações participam do movimento.e saíram em caminhada pelas principais ruas do Centro segurando cartazes e gritando palavras de ordem. O campus da cidade do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) aprovou a paralisação das aulas nesta quinta. No campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), cada professor irá decidir se dará aula ou não.
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TERESINA, 10h00: manifestantes fazem ato no Centro de Teresina. — Foto: Lorena Linhares/G1
Em Teresina, um grupo de manifestantes se reuniu na Praça da Liberdade, no Centro de capital piauiense, e saiu em passeata pelas ruas. Professores da Universidade Federal do Piauí informaram que aderiram à greve, e há a previsão de que algumas aulas sejam suspensas nesta quinta.
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SÃO LUÍS, 6h30: Manifestantes se reúnem na entrada da Ufma nesta quinta-feira (30). — Foto: Reprodução/ TV Mirante
Em São Luís, estudantes distribuíram panfletos na Avenida dos Portugueses informando aos motoristas sobre os objetivos do ato e bloquearam acessos na entrada e na saída da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Em Sergipe, um grupo de estudantes fechou o principal acesso do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no município de São Cristóvão (SE). As audiências no Fórum Prof. Gonçalo Rollemberg Leite, localizado dentro do campus, foram suspensas porque os magistrados, servidores, advogados e os jurisdicionados foram impedidos de entrar na unidade.
No Ceará, até por volta de 10h30, ao menos cinco cidades do interior tiveram atos pela educação. Manifestantes protestaram em Iguatu, Itapipoca, Itarema, Barbalha e Quixadá.