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São Paulo confirma primeira morte por sarampo no estado



Fonte: Veja | Data: 28/08/2019


Nesta quarta-feira (28), a Secretaria Estadual da Saúde confirmou a primeira morte por sarampo na capital. Esse é também o primeiro óbito registrado pela doença em todo o estado de São Paulo. A vítima é um homem de 42 anos, sem registro de imunização.

De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, o estado tem 2.457 casos da doença. A maior parte deles (66%) se concentram na capital paulista, o que equivale a 1.637 pessoas contaminadas pela doença.

Campanha de vacinação em São Paulo

Diante do surto, a prefeitura de São Paulo decidiu prorrogar a campanha de vacinação contra sarampo para jovens de 15 a 29 anos e bebês de 6 meses a um ano de idade até o dia 31 de agosto. A recomendação é de que todas as pessoas incluídas nesses grupos se imunizem, independentemente de já terem tomado as duas doses da vacina anteriormente.

As crianças são a população mais vulnerável a a casos graves e óbitos, e representam cerca de 13% do total de casos registrados em SP. A aplicação dessa dose, chamada “dose zero”, visa proteger as crianças e não será contabilizada no calendário nacional de vacinação da criança. Ou seja, os pais ou responsáveis também deverão levar as crianças aos postos para receber a tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses e novamente aos 15 meses para aplicação do reforço com a tetraviral, que protege também contra varicela (catapora)

O Programa de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter pelo menos duas doces da vacina contra o sarampo. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter pelo menos uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto de vacinação, de preferência com a carteira vacinal, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.

Lista de municípios com casos confirmados de sarampo em São Paulo:

Agudos
Americana
Aparecida
Araçariguama
Arthur Nogueira
Atibaia
Barueri
Bauru
Birigui
Biritiba-Mirim
Caçapava
Cajamar
Caieiras
Campinas
Carapicuíba
Catanduva
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Fernandópolis
Ferraz de Vasconcelos
Franca
Francisco Morato
Franco da Rocha
Getulina
Guararema
Guaratinguetá
Guarulhos
Hortolândia
Indaiatuba
Itapecerica da Serra
Itapetininga
Itapevi
Itaquaquecetuba
Itu
Itupeva
Jacareí
Jaguariúna
Jales
Jandira
João Ramalho
José Bonifácio
Jundiaí
Limeira
Louveira
Macedônia
Mairiporã
Mariápolis
Marília
Mauá
Meridiano
Mogi das Cruzes
Olímpia
Osasco
Paulínia
Penápolis
Pedro de Toledo
Peruíbe
Piedade
Piracaia
Pirassununga
Pindamonhangaba
Poá
Praia Grande
Presidente Epitácio
Presidente Venceslau
Ribeirão Pires
Ribeirão Preto
Rio Grande da Serra
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
Santos
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São Carlos
São José do Rio Preto
São José dos Campos
São Paulo – Capital
Sertãozinho
Sorocaba
Sumaré
Suzano
Taboão da Serra
Taquaritinga
Taubaté
Vinhedo
Votuporanga


Sarampo
O sarampo é uma doença altamente contagiosa – se dez pessoas tiverem contato com uma pessoa infectada, nove vão adoecer. A transmissão ocorre de forma direta, de pessoa para pessoa, por meio de contato com secreções expelidas pela fala, tosse e/ou espirro.

Os sintomas incluem indisposição inicial (com duração de três a cinco dias), febre alta (acima de 38,5 graus), mal-estar, coriza, conjuntivite, tosse, falta de apetite e exantema (erupções cutâneas vermelhas). Nesse período, manchas brancas podem ser observadas na face interna das bochechas. Já as manchas vermelhas na pele aparecem inicialmente atrás da orelha e se espalham para a rosto, pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores.

O sarampo apresenta complicações que, em casos graves, podem até mesmo levar à morte, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade. Entre as complicações estão: otite média aguda, pneumonia bacteriana, laringite e laringotraqueite. Em casos mais raros, há manifestações neurológicas, doenças cardíacas, miocardite, pericardite e panencefalite esclerosante subaguda (complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença).

Segundo o Ministério da Saúde, as complicações do sarampo podem deixar sequelas, especialmente se contraído na infância, incluindo cegueira, surdez, diminuição da capacidade mental e retardo do crescimento.

Como não existe tratamento específico para a doença, é necessário prevenir-se por meio da imunização. A vacina é segura e eficaz.

 






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