Os profissionais de saúde da rede municipal de João Pessoa vão poder realizar o teste rápido para hepatite B e C e vacinação contra hepatite B, a partir desta segunda-feira (27) e até a próxima sexta-feira (31). A ação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) faz alusão à campanha Julho Amarelo e ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, lembrado no dia 28 deste mês.
De acordo com a coordenadora da seção de Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids, Clarice Rocha, a atividade acontecerá dentro de cada serviço para facilitar o acesso dos trabalhadores. No caso de teste rápido positivo para hepatite B ou C, o trabalhador será encaminhado ao Serviço de Assistência Especializada e Testagem (SAE/CTA), para continuidade ao cuidado com consulta clínica e exames complementares.
“Mesmo sabendo das dificuldades do contexto atual de pandemia do coronavírus, não podemos esquecer que é preciso buscar estratégias para seguir com o cuidado das pessoas com outras doenças e estamos buscando maneiras para não deixarmos de falar sobre as hepatites virais durante o Julho Amarelo”, destacou Clarice Rocha.
A população em geral pode buscar a testagem e prevenção às hepatites virais nas unidades de saúde da família (USF), de segunda à sexta-feira, das 7h às 11h e das 12h às 16h, ou no SAE/CTA, que está funcionando em horário reduzido durante a pandemia, das 7h às 12h30, de segunda à sexta-feira. Para não causar aglomeração no serviço e evitar a disseminação do coronavírus, é importante agendar o atendimento por meio do telefone 9 8645-8230. O serviço está localizado na Policlínica Municipal de Jaguaribe.
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C, também classificadas como sexualmente transmissíveis, frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.